domingo, julho 24, 2005

Nepotismo sem nenhum pudor

Não faltam evidências para corroborar a acusação de nepotismo contra o atual presidente do Paysandu. Sob a gestão de José Arthur Guedes Tourinho, o Paysandu foi transformado em um simulacro de empresa familiar. Da presidência, ocupada desde 2000 pelo patriarca, a boutique localizada na sede do clube, há um membro da família Tourinho instalado. Mas nenhum deles é tão presente quanto Marcos José Fonseca Tourinho, filho que é tido como o braço direito do presidente e que, segundo é voz corrente, participa de quase todas as deliberações que envolvem o clube.
Pelo menos até abril de 2004, à empresa da atual mulher de Tourinho, Denise Martins, eram repassadas todas as contas de viagens feitas pelo clube, seja de jogador, técnico, integrantes da diretoria ou até quem não fazia parte dela, mas viajava as custas do clube, conforme apurou o jornal “O Liberal”, em matéria que o jornal não chegou a publicar, por razões de consumo interno sobre as quais apenas os donos do jornal podem esclarecer. Só no ano de 2003, apurou na época “O Liberal”, foram mais de 100 passagens aéreas emitidas pela agência de turismo Rubem Martins.
Ao que consta, a opção por operar com a Rubem Martins, não foi precedida sequer por uma prosaica tomada de preços, como seria presumível que ocorresse. Segundo fontes do clube, a decisão de operar com a agência se deu ainda na gestão do ex-presidente Ricardo Rezende, que teria justificado a escolha por Denise ser irmã de um amigo seu. Procurada na época por “O Liberal”, a mulher de Tourinho afirmou que não tem nada para esconder: "Eles (conselheiros) podem questionar o que quiser e vir aqui para ver a nossa situação", declarou.