sábado, julho 16, 2005

O pulo do gato

Um salto qualitativo na carreira de Orly foi ele, por falta de opções da empresa, ter sido pinçado para o cargo de chefe de reportagem do jornal “O Liberal”, nos anos 70 do século XX. Essa experiência lhe valeu, mais tarde, o convite para ser chefe de reportagem de “O Estado do Pará”, jornal da família do ex-prefeito de Belém Lopo de Castro e que, na época, fora arrendado pelo advogado Avertano Rocha, em um dos seus ciclos de prosperidade. Inicialmente Avertano Rocha se juntou aos jornalistas Oliveira Bastos, que há muitos anos reside em Brasília, e Walmir Botelho, atual diretor redator-chefe de “O Liberal” e a quem coube tocar, com a competência que lhe é peculiar, “O Estado do Pará”, revolucionando o grafismo, oxigenando a cobertura jornalística e valorizando a mão-de-obra com salários acima daqueles pagos pela concorrência.
Quando a megalomania de Avertano Rocha começou a minar a saúde financeira da empresa, Walmir Botelho dela se retirou e foi substituído pelo jornalista Afonso Klautau, um profissional qualificado, mas que fica em desvantagem se comparado ao atual diretor redator-chefe de “O Liberal”, diante da magnitude da competência e da experiência deste. Foi Klautau - ao qual acabou sendo reservado, para consumo externo, o papel de coveiro do jornal - quem fez de Orly chefe de reportagem de “O Estado do Pará”.
Na ocasião, ao receber a proposta de “O Estado do Pará”, Orly pretendeu se valorizar e levou o convite recebido ao conhecimento do jornalista e empresário Romulo Maiorana, proprietário de “O Liberal”, falecido em 1986. Ao contrário do que havia feito em situações análogas, o patriarca da família Maiorana optou por não cobrir a oferta. Antes de “O Estado do Pará” fechar, Orly fez uma composição com Avertano Rocha e recebeu o que lhe era devido, a despeito de haver um pacto entre os jornalistas da empresa pelo qual eles só admitiriam uma negociação coletiva. O marketeiro-mor dos tucanos desconheceu o acordo e, com o dinheiro da indenização embolsado, juntou-se a Natsu para fundar a Griffo, em uma feliz parceria.

1 Comments:

At 9:34 AM, Blogger 23x8 said...

Barata ,respeito a sua opinião mas a comparação entre o jornalista Afonso Klautal e Walmir Botelho é injusta com o primeiro.É só lançar mão de um exemplar do Estado,daquela época,e compará-lo a esse enorme vaso sanitário que é O Liberal.

 

Postar um comentário

<< Home