domingo, julho 24, 2005

Projeções desmentem o cartola

Segundo as projeções feitas em off por uma fonte digna de crédito, que tem familiaridade com contabilidade e acesso privilegiado aos bastidores alvi-azuis, a participação do time bicolor na Libertadores rendeu ao clube um total de pelo menos R$ 3 milhões, em valores não atualizados, vale salientar. Igualmente em off, um publicitário, que também milita na crônica esportiva, explica que além das duas cotas pagas pela Comebol, via Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pela participação do time bicolor nas duas fases da Libertadores que o clube disputou, e da participação na publicidade estática, o Paysandu ainda embolsou integralmente as rendas das partidas nas quais teve o mando de jogo, sempre expressivas, por conta da justa euforia da fiel torcida bicolor.
Mesmo tomando como inquestionáveis os números então esgrimidos por Tourinho, deduzidas todas as despesas alegadas pelo cartola, o Paysandu teria chegado a maio de 2003, quando o clube foi eliminado da competição, com um saldo de pelo menos R$ 2 milhões em caixa. Na ocasião, Tourinho alegou que o clube teria consumido cerca de R$ 1 milhão em gastos com viagens, deslocamentos, hospedagens e alimentação, o que, subtraído dos pelo menos R$ 3 milhões arrecadados, de acordo com as projeções feitas, resulta em um saldo estimado de R$ 2 milhões, quantia inimaginável para clubes do porte do Paysandu ou Clube do Remo.
Como em 2003 o Paysandu não fez nenhum investimento significativo, inclusive no elenco profissional do clube, o que abriu caminho para o desmanche da equipe que disputou a Libertadores, permanece a indagação: onde foi parar toda essa dinheirama e o porquê do Paysandu chegar à temporada de 2004 com problemas de caixa?
Os próprios recorrentes problemas de caixa do clube bicolor soam algo inexplicáveis. Afinal, desde 2002 o Paysandu se mantém na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, com o natural retorno financeiro disso decorrente.