quinta-feira, julho 21, 2005

Resumo da ópera

Propinoduto da Cervejaria Paraense S/A (Cerpa) regando clandestinamente os cofres do tucanato do Pará imediatamente antes, durante e logo depois das eleições de 2002, em troca de benefícios fiscais, conforme denúncias fundamentadas do Ministério Público Federal. Utilização de caixa 2 para tonificar a campanha a governadora do Pará em 2002 da então deputada estadual Maria do Carmo, atual prefeita de Santarém, eleita em 2004 pelo PT, de acordo com declarações do ex-tesoureiro nacional do partido, Delúbio Soares. Retiradas milionárias e não declaradas, totalizando R$ 470 mil, segundo a TV Globo, por Anita Leocárdia, chefe de gabinete do deputado federal Paulo Rocha, presidente regional do PT no Pará e que (ainda) é também líder no governo na Câmara dos Deputados.
Diante disso tudo há quem entenda que por aqui, no Pará, reste repetir aquela musiquinha: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão...”
Respeitadas as exceções que confirmam a regra, naturalmente.