terça-feira, agosto 09, 2005

Entulho autoritário 3

Em tempo: a Secretaria Especial de Estado de Gestão tem como titular Teresa Lusia Mártires Coelho Cativo Rosa, processada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por corrupção passiva, sob a acusação de participação no escândalo envolvendo a Cervejaria Paraense S/A (Cerpa), que em troca de benefícios fiscais, no valor total de R$ 47 milhões, teria regado os cofres do tucanato com um pródigo propinoduto, em um total de R$ 16,5 milhões, entre o final do governo Almir Gabriel e o início da administração Simão Jatene. Juntamente com ela, respondem ao mesmo processo, sob idêntica acusação, o próprio governador Simão Jatene, o atual secretário especial de Governo, Francisco Sérgio Belich de Souza Leão, e Roberta Ferreira de Souza, na época secretária executiva da Fazenda, em exercício, além do dono da Cerpa, Konrad Karl Seibel, também conhecido como “Alemão”, este acusado de corrupção ativa e falsidade ideológica.
Teresa Lusia Mártires Coelho Cativo Rosa, atual secretária especial de Gestão e que foi secretária executiva da Fazenda, após ter sido secretária adjunta, também se celebrizou por patrocinar, de forma escancarada, o nepotismo, conforme denúncia feita – sem nenhuma contestação - pelo Pautalivre.com. Ela tem como chefe de gabinete uma sobrinha, Carmen Helena Watrin Coelho, e mantém em cargos de relevo na administração estadual dois irmãos e mais um sobrinho. Um dos irmãos, Waldir Coelho, é lotado na Secretaria Executiva de Cultura (Secult); outro irmão, o historiador Geraldo Mártires Coelho, é diretor do Arquivo Público do Pará; e um outro sobrinho, Alan Coelho, filho de Geraldo e que vem a ser um jovem professor de História de escola pública, é diretor do museu do complexo Feliz Luzitânia. De Geraldo Mártires Coelho, convém acentuar, dizem tratar-se de um historiador de competência e experiência comprovadas no seu ofício, embora lerdo como administrador.

2 Comments:

At 6:56 AM, Blogger 23x8 said...

Barata,voce está precisando de férias.
Carmen Helena não é sobrinha de Teresa.
Waldir,seu irmão,é um competente e correto advogado há quase trinta anos no setor público.
Geraldo,seu irmao,é o maior intelectual paraense de sua geração e não tem outro espírito na vida que não seja o público.
Voce pode até bater na Teresa,mas não em seus familiares.
Tire férias,Barata,antes que voce começe a se morder todo.
Ah,mas antes responda a seu ombudsman!

 
At 12:59 PM, Blogger paroara said...

Realmente a mão pesou na afirmação de que os irmãos Coelhos chegaram ao poder pela via do nepotismo. Quanto aos demais citados eu não os conheço, mas se forem parentes certamente não há como negar que seus cargos de confiança são produto da interferência de seus parentes famosos.
Agora essa linha de critica ao nepotismo é cansativa e se presta ao consumo do moralismo estéril da classe média.
Tenho certeza de que uma crítica mais profunda aos anos de ouro da tucanagem frívola e peralta do Pará permite matérias bem melhores que esta genealogia caolha.

 

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