segunda-feira, agosto 29, 2005

UFPA debate a crise política

Um bom programa nesta terça-feira, 30, será possivelmente a mesa redonda a ser realizada amanhã à tarde, a partir das 16 horas, no auditório setorial básico I do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), que terá por tema a atual crise política brasileira. “Os determinantes da crise política atual e os instrumentos institucionais contra a corrupção eleitoral” é o tema a ser debatido na mesa redonda.
A mesa redonda é uma oportunidade de ser ter contato com a leitura acadêmica sobre as causas – mediatas e imediatas - da atual crise política, deflagrada a partir das denúncias sobre o mensalão, o neologismo cunhado para designar a propina paga a parlamentares da base de apoio do governo Lula. E é também a chance, é claro, de se ter contato com os pontos de vista que vicejam entre os acadêmicos sobre as alternativas capazes de prevenir a corrupção que contamina o sistema político e, por via de conseqüência, a gestão pública.
Promovida pelo Departamento de Ciência Política, juntamente com o Centro de Filosofia e Ciências Humanas e o Grupo de Estudos Eleitorais e Legislativos do Estado do Pará, a mesa redonda terá a participação, como palestrantes, dos professores Alex Fiúza de Mello, este cientista político que é também reitor da UFPA, Celso Antônio Vaz, Cauby Monteiro, Nírvia Ravena, Edir Veiga e Roberto Corrêa.
A abertura da mesa caberá à professora Maria Luzia Miranda Álvares, chefe do Departamento de Ciência Política da UFPA, sucedendo-se as palestras e, depois destas, os debates. Alex Fiúza de Mello falará sobre “A crise como crise da cultura política no Brasil”; Antônio Vaz terá por tema “A crise atual: os meios e os fins da ação política”; Cauby Monteiro discorrerá sobre “A crise do modelo político brasileiro”; Nírvia Ravena abordará “O comprometimento das instituições na crise de poder”; Edir Veiga “O desenho do sistema eleitoral e partidário brasileiro e a crise”; e a Roberto Corrêa caberá falar sobre “O presidencialismo de coalizão, as alianças eleitorais e de gestão governamental nos governos brasileiros”.