sexta-feira, setembro 09, 2005

As estripulias de Severino

Do "Globo Online" (oglobo.globo.com/) sobre o escândalo que coloca em risco o mandato do presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE):

Severino descarta renúncia e diz que não assinou documento de Buani

Luiz Claudio de Castro
Adriano Ceolin - Globo Online
GloboNews TV
Agência Câmara

NOVA YORK e BRASÍLIA - Pouco antes de embarcar de volta de Nova York para o Brasil, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), deu uma entrevista para rebater as acusações do dono do restaurante Fiorela, mas falou pouco.
- Eu quero dizer da minha indignação da minha revolta da maneira como está sendo conduzido este episódio. Já se constatou no Brasil de que são mentirosa as afirmações. Eles têm três declarações, as três declarações cada uma diferente da outra - disse ele.
Severino, que participou da reunião da Conferência Mundial dos Presidentes de Parlamentos, na ONU, falou sobre o documento prorrogando o contrato do restaurante:
- Eu não assinei esse documento. Esse documento é um documento que está sendo jogado por ele porque todos os documentos deveriam estar dentro do contrato - afirmou, garantindo - Não assinei esse documento.
Ele disse acreditar que o documento seja falso, e que solicitou à polícia, à Diretoria da Câmara e ao Tribunal de Contas apuração dos fatos.
- Eu fico aguardando e irei tranqüilamente enfrentar.
Severino reafirmou que não abrirá mão do mandato, mas, modificando a atitude que mantinha até então, disse que falará, já no Brasil, sobre a possibilidade de afastamento do cargo.
- Quando eu chegar no Brasil eu informarei.
- Então existe essa possibilidade? - perguntaram os repórteres.
- Isso eu irei conversar com os meus auxiliares em Brasília quando irei tomar conhecimento de todas as denúncias, porque eu não estou me furtando, eu quero que seja examinado tudo. Quem tiver alguma coisa com o pato, que pague. Eu não vou agora me ficar como inocente se fiz alguma que mereça ser castigada. Quem deve tem que pagar, agora o que eu não aceito é ser enforcado antes do tempo - disse, acentuando as palavras com gestos enérgicos.
Os assessores encerram a entrevista dizendo que ele daria mais explicações no Brasil.
Mais cedo, em telefonema ao amigo e deputado Ciro Nogueira (PP-PI), por volta das 15h desta sexta-feira, Severino havia descartado a possibilidade de afastamento.
- Ele afirmou que quer provar sua inocência e não pensa nem em renúncia nem licença - disse Nogueira, que é corregedor da Câmara.
O deputado adiantou também que Severino vai marcar, provavelmente no domingo, uma entrevista coletiva para prestar esclarecimentos. Ele antecipou a volta de Nova York para este sábado depois das denúncias do empresário Sebastião Augusto Buani, dono do restaurante Fiorella, que fica no anexo 4 da Câmara. Em Brasília, o presidente da Câmara se reúne com assessores para discutir as denúncias. Na agenda anterior, ele deixaria Nova York no sábado.
DISCURSO NA ONU - Antes da entrevista coletiva, o presidente da Câmara fez um discurso na 2ª Conferência Mundial de Presidentes de Parlamento, no plenário da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Severino destacou a intenção do Congresso de cumprir antes mesmo de 2015 as metas do milênio, estabelecidas pela ONU em 2000, na Cúpula do Milênio. Severino foi o 12º parlamentar a discursar e deu início a seu pronunciamento expressando pesar pelas mortes provocadas pela passagem do furacão Katrina nos Estados Unidos. Em seguida, Severino protestou contra o governo americano, pela decisão de impedir a entrada no país de parlamentares de Cuba e do Irã.
A situação de Severino se complicou na quinta-feira, depois que o empresário Sebastião Augusto Buani confirmou, com riqueza de detalhes, que pagou quase R$ 130 mil de propina ao então primeiro-secretário da Câmara em 2002 para garantir a renovação do contrato de seu restaurante.


PPS vai ignorar pedido de afastamento e entrará com representação segunda-feira

Adriano Ceolin - Globo Online
Evandro Éboli - O Globo

BRASÍLIA - O PPS vai ignorar uma possível licença do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE) e manterá a decisão de representá-lo por quebra de decoro nesta segunda-feira. A informação foi dada nesta sexta-feira pelo deputado Raul Jungmann, após tomar conhecimento de que Severino estuda afastar-se do cargo provisoriamente. O presidente da Câmara é acusado pelo comerciante Sebastião Buani de cobrar propina para conceder prorrogação do contrato de exploração de restaurante da Câmara,
- Neste momento, uma licença é um fato ultrapassado. O tempo já acabou. Nossa estratégia será a mesma. O ideal seria que Severino renunciasse - disse Jungmann
Em Nova York, Severino anunciou no começo da tarde que poderá avaliar um pedido de licença do mandato para que seja investigado. Em entrevista, ele comunicou ainda a antecipação da volta para o Brasil. Ele chega a Brasília neste sábado.
O corregedor da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), descarta a possibilidade de acordo para salvar o mandato de Severino. Nogueira disse nesta sexta-feira que espera resolver o caso aberto na Corregedoria o mais rapidamente possível. Para tanto, conta com a apresentação do cheque de Buani que teria sido utilizado para pagar propina a Severino.
- Ninguém vai aceitar qualquer tipo de acordo. Isso é pior para a Casa. O cheque é uma prova forte, definitiva. Eu estou esperando que seja apresentado. Se não vai ficar uma questão de palavra contra a outra. Até o fim da semana tudo estará esclarecido. Eu tenho interesse de resolver tudo isso o mais rápido possível - disse Nogueira, que na quinta-feira afirmou que é muito cedo para se falar em sucessão de Severino.
O deputado prefere não dar declarações sobre o destino de Severino, mas afirma que se ele quiser presidir a Casa, terá de provar inocência. Nogueira garante que, apesar de ser aliado e amigo pessoal do presidente da Câmara, vai conduzir a investigação com isenção.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também afirmou nesta sexta-feira que não há hipótese de acordo para salvar o mandato do presidente da Câmara:
- O destino de Severino está traçado. Haverá cassação. Preservar Severino seria um desastre total. A não ser que haja um sopro de inteligência e ele renuncie.
Durante discurso na tribuna da Câmara, o deputado Alceu Collares (PDT-RS) também cobrou a cassação do mandato de Severino. Ele aproveitou a oportunidade para se lançar candidato ao cargo.


Deputado admite intermediar negociação mas nega cobrança de propina

Adriano Ceolin - Globo Online

BRASÍLIA - O deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) divulgou nota à imprensa para negar participação na cobrança de propina do comerciante Sebastião Augusto Buani, dono da concessão do restaurante do anexo IV da Câmara. Na nota, Patriota diz que só orientou o empresário a elaborar o requerimento que pedia a renovação do contrato e que não tomou conhecimento de qualquer pedido de propina que teria sido feito pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti.
Leia a íntegra
"Reitero todas as informações prestadas anteriormente de que minha participação nesse episódio do restaurante da Câmara dos Deputados foi tão somente ter orientado o Sr. Augusto Buani na elaboração de requerimento que pedia a renovação do contrato do restaurante que, deferido, originou o documento pela imprensa, do não tive nenhuma participação.
"Esclareço que não estava presente e que não tomei conhecimento de qualquer pedido de propina pelo deputado Severino Cavalcanti, segundo declarou Buani, e, por fim, que nunca tive qualquer informação ou notícia de repasse de dinheiro do dono do restaurante da Câmara para Severino Cavalcanti, fato declarado pelo próprio em sua entrevista coletiva.
Brasília-DF, 9 de setembro de 2005-09-09
"Deputado Gonzaga Patriota."


Garçons confirmam pagamento de propina a Severino

Jailton de Carvalho - O Globo

BRASÍLIA - Os garçons José Ribamar Silva, 59 anos de idade, e Hélio Antônio da Silva, 44, endossaram a denúncia de Sebastião Augusto Buani, dono da rede de restaurantes Fiorella que ontem confessou o pagamento de propina ao presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PI). Ribamar e Silva disseram que levaram pelo menos cinco envelopes com o dinheiro da suposta mesada de R$ 10 mil que Buani pagou a Severino ao longo de 2003, quando o deputado era o 1º secretário da Câmara.
- Sim, levei dinheiro para a Primeira Secretaria. Entreguei duas vezes para uma loira e uma vez para uma morena (secretárias de Severino). Era um negócio profissional. Eu chegava lá, entregava e ia embora. Não precisava falar nada - afirmou Silva.
As secretárias seriam Russely e Gabriele. As duas foram interrogadas nesta sexta-feira à noite pelo delegado Sérgio Meneses, responsável pelo inquérito do mensalinho. Sebastião Buani também prestou depoimento e reafirmou que pagou propina de aproximadamente R$ 128 mil a Severino entre 2002 e 2003 e que agora está de alma lavada. O empresário até desafiou o presidente da Câmara para uma acareação. Ele disse que não tem medo de dizer a verdade.
- Pode me botar em acareação com quem você quiser, na hora que você quiser. Tudo que eu disse repito na frente do Severino, do Lula, de quem for. Estou com a alma lavada, consegui dormir, me alimentar, por ter botado tudo para fora - desabafou após o depoimento.


Luta por cargo de Severino começa com chance remota de acordo

Adriano Ceolin - Globo Online

BRASÍLIA - Os líderes de oposição e do governo podem até ensaiar um acordo, mas na prática a luta pelo posto de presidente da Câmara terá várias batalhas pela frente. Fala-se em consenso, mas engana-se quem pensa na escolha tranqüila de um nome para substituir Severino Cavalcanti (PP-PE). Uma dezena de deputados já foi lançada e outro punhado autolançou-se.
São muitas possibilidades, mas até agora, de concreto, só há mesmo precondições para as candidaturas. O governo sinaliza que o PT, por ser a maior bancada na Câmara, deve apresentar um nome do partido. Mesmo assim, não existe o franco favorito. A oposição até se dispõe a negociar, mas grande parcela dela não aceita um petista sentado na cadeira de Severino.
- O PT na presidência é fora da realidade. Neste momento não pode haver precondições. É tudo atípico. O critério de proporcionalidade não deve ser considerado. Além disso, o PT queimou o seu capital de credibilidade. Na época em que Severino foi escolhido, o PPS defendeu com afinco a proporcionalidade - disse Raul Jungmann (PPS-PE).
A Constituição estabelece que o partido com mais representantes na Casa tem o direito de indicar o presidente. Contudo, na eleição de Severino essa regra não foi respeitada. Houve três candidatos avulsos, inclusive o deputado mineiro Virgílio Guimarães, do próprio PT. Em 2001, o então deputado Aécio Neves também foi eleito como candidato avulso.
Desta vez, o critério da proporcionalidade foi defendido pelo líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS). Nos bastidores, os petistas, com o aval do Palácio do Planalto, trabalham para emplacar Sigmaringa Seixas (PT-DF) ou até Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-DF), derrotado por Severino na eleição anterior.
Sigmaringa conta com a simpatia de setores do PSDB, seu ex-partido. O nome dele, inclusive, já foi citado por Eduardo Paes (PSDB-RJ). Sig, como é chamado pelos colegas deputados, é amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém não figura como petista histórico nem gosta de bater continência para o Campo Majoritário, que domina o PT.
Outro nome petista que não enfrentaria rejeição da bancada oposicionista é o de José Eduardo Cardozo (PT-SP). Contudo, ele tem desafetos no PT e é visto com desconfiança. Foi Cardozo que, no começo da década de 90, elaborou relatório da comissão de sindicância do PT para expulsar o empresário Roberto Teixeira, compadre de Lula.
Porém, petistas não querem repetir o erro do passado e impor um nome goela abaixo. Por isso, o presidente do PT, Tarso Genro, já telefonou para o líder do PSDB, Alberto Goldman (SP), admitindo a possibilidade de o partido não lançar candidato. Com isso, poderia ganhar força um nome não-petista que faça parte da bancada governista.
Nesse caso, aparecem como opções que agradariam o Palácio do Planalto os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ex-ministro da Coordenação Política, e Eduardo Campos (PSB-PE), ex-ministro da Ciência e Tecnologia.
Vice-líder do governo, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) lançou sua candidatura e tenta ser respaldado pelo Planalto. Ainda entre os socialistas, surge o nome de Julio Delgado, recém-filiado ao partido.
Entre os opositores, apresentam-se como candidatos os deputados Roberto Magalhães (PFL-PE) e Jutahy Júnior (PSDB-BA). Com menos chances, há o deputado Alceu Collares (PDT-RS), que lançou-se ao cargo em discurso da tribuna da Câmara nesta sexta-feira.


Emprego para o filho e luta por indicação de aliados

O Globo
Globo Online


BRASÍLIA - Depois da sua eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE) passou por alguns momentos complicados. Poucos dias após o resultado, um conterrâneo da cidade de João Alfredo (PE) exibiu cheques sem fundos recebidos dele.
- Tem bandido que vem cobrar dinheiro que já paguei - justificou o deputado.
O presidente da Câmara foi criticado por usar sua influência para conseguir a nomeação de seu filho, José Maurício Valadão Cavalcanti, para a Superintendência de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Pernambuco.
- Meu filho cursou universidade, defendeu tese e é um economista com trabalho reconhecido. Estou prestando um serviço ao país - defendeu-se.
Durante o período de especulações sobre reformas no Ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Severino fez sucessivas pressões em público pela indicação de seus aliados, a ponto de provocar o adiamento da reforma.
No dia 15 de agosto, disse que estava pronto para assumir a Presidência da República no caso de impeachment de Lula.
Esta semana, provocou confusão na Câmara ao propor penas mais brandas para quem usou caixa dois na campanha eleitoral.
No fim da semana passada, o presidente da Câmara foi envolvido em novas denúncias: um relato do empresário Sebastião Buani obtido pela "Veja" afirma que, quando primeiro-secretário da Câmara, Severino teria cobrado propina para renovar a concessão do restaurante Fiorella, explorado por Buani na Câmara.
De acordo com a denúncia, Buani pagou R$ 40 mil a Severino e ao deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), em 2002, e fez também pagamentos mensais de R$ 10 mil de março a novembro de 2003. Severino nega a cobrança de propina e diz que está sendo chantageado por Buani, que terá uma dívida executada pela Câmara.


Empresário diz que terá cópia de cheque até terça-feira

Jailton de Carvalho - O Globo
Globo Online

BRASÍLIA - O empresário Sebastião Augusto Buani afirmou, ao chegar para depor na Polícia Federal, nesta sexta-feira, que até a próxima terça-feira terá uma cópia do cheque que usou para pagar parte da suposta propina ao presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. O dinheiro seria para garantir a prorrogação por três anos do contrato de restaurantes e cantinas da rede Fiorella na Câmara. O advogado de Buani, Sebastião Coelho, disse que seu cliente vai oferecer à PF a quebra do seu sigilo bancário e telefônico.
- Até terça-feira estaremos com os documentos na mão - disse Buani.
O empresário deve mostrar à PF a coincidência de datas entre os saques que fez e a propina que teria sido paga a Severino. Pelos cálculos feitos com advogados, Buani teria pago aproximadamente R$ 128 mil a Severino entre 2002 e 2003, período em que o deputado era primeiro-secretário da Câmara. Em 2002, ele fez um pagamento de R$ 40 mil e o restante foi pago em parcelas mensais ao longo de 2003.
Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, Buani confirmou o pagamento e chegou a chorar ao lembrar que a filha Gisele certa vez o aconselhou a parar de pagar propina. O empresário revelou detalhes das negociações com Severino, indicou nomes de testemunhas que poderiam confirmar o suborno e até se dispôs a apresentar em breve a cópia de um dos cheques que usou para quitar parte da dívida com o deputado. O empresário disse ainda que o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) participou das negociações que levaram ao suborno.
- Ele foi obrigado a pagar, senão pagasse não teria a renovação do contrato de seus restaurantes - afirmou Sebastião Coelho, um dos advogados do empresário.
Buani fez o primeiro pagamento, de R$ 40 mil, no primeiro semestre de 2002. Severino teria exigido R$ 60 mil para renovar o contrato do Fiorella até o fim deste ano. Seriam R$ 20 mil por cada novo ano de contrato. Depois de uma longa negociação, Severino concordou em baixar o valor do suborno para R$ 40 mil. Buani disse que pagou a propina com dinheiro sacado numa conta no Bradesco e com parte dos recursos arrecadados em seus restaurantes. Disse ainda que o dinheiro foi posto num envelope pardo e entregue a Severino.
- Entreguei o envelope pardo a ele. Saímos andando pelos corredores da Câmara, ele (Severino) com o envelope na mão. Ele não fez questão do sigilo - afirmou o empresário, surpreso com a desenvoltura do então primeiro secretário.
Meses depois, Buani recebeu uma carta da mesa da Câmara anunciando a rescisão do contrato, mesmo após o acerto entre ele, Gonzaga Patriota e Severino. No dia 31 de janeiro de 2003, data-limite para a confirmação da renovação do contrato nos termos pedidos por Buani, Severino concordou com o pleito do empresário e até endossou um reajuste de 30% nos preços da comida fornecida pelo Fiorella. Mas, de novo, o deputado exigiu uma contrapartida.
Severino pediu um mensalinho de R$ 20 mil. O deputado teria alegado que precisava de dinheiro porque ainda estava às voltas com despesas de sua campanha eleitoral. Após uma tensa negociação, aceitou baixar a mesada para R$ 10 mil. O deputado estaria também de olho nos crescentes lucros do empresário.
Buani disse ainda que, no início deste ano, depois de sofrer um infarto, decidiu registrar por escrito passo a passo o pagamento de propina.
O empresário contou que ficou revoltado com a exigência da renegociação de uma propina que já estava paga. Mas, sem alternativa, concordou em pagar os R$ 10 mil por mês para Severino. O mensalinho teria sido pago de fevereiro a outubro de 2003. Ele suspendeu a mesada porque, com o aumento das despesas, estava sem recursos para pagar até os salários de alguns de seus empregados. O empresário disse que, em meio ao sufoco financeiro, teve que pagar a mesada de julho em cheque.