sexta-feira, setembro 30, 2005

CPI sepulta a farsa dos mensaleiros

Em chamada da manchete da edição desta sexta-feira, 30, "CPI aponta farsa em empréstimo ao PT ", o Correio Braziliense" (acesso restrito aos assinantes do jornal, no endereço eletrônico www2.correioweb.com.br/cbonline/) revela que os livros contábeis das agências de publicidade SMPB e DNA não registram o repasse ao PT dos R$ 56 milhões que o empresário Marcos Valério diz ter tomado emprestado para o partido. Cai, assim, a versão de Valério e do então tesoureiro petista, Delúbio Soares, para justificar a origem do dinheiro destinado a parlamentares da base aliada, o suposto mensalão. Com isso, o caso se enquadraria como caixa 2, delito punido com pena branda, e não como desvio de dinheiro público por meio de agências de publicidade, como pretende, dentre outros envolvidos, o deputado federal Paulo Rocha, ex-presidente regional do PT no Pará e que chegou a ser o líder do partido na Câmara dos Deputados.
Em seguida, a chamada da manchete do "Correio":

CPI aponta farsa em empréstimo ao PT

Livros contábeis das agências de publicidade SMPB e DNA não registram o repasse ao PT dos R$ 56 milhões que o empresário Marcos Valério diz ter tomado emprestado para o partido. A constatação é da CPI dos Correios. E derruba versão de Valério e do então tesoureiro petista, Delúbio Soares. Eles teriam inventado a tese — batizada, à época, de Operação Paraguai — para justificar a origem do dinheiro destinado a parlamentares da base aliada, o suposto mensalão. Com isso, o caso se enquadraria como caixa 2, delito punido com pena branda, e não como desvio de dinheiro público por meio de agências de publicidade. Agora, a farsa cai por terra. “Podemos enquadrar Marcos Valério e dirigentes do PT em dispositivos da lei penal que vão além de crime eleitoral”, avalia o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), integrante da CPI. Valério nega. Ele afirma que os registros foram feitos na contabilidade das empresas.