domingo, setembro 18, 2005

E o falsário, é assessor de Zeca Araújo?

E já que se falou do deputado estadual Zeca Araújo: afinal, Jéferson Rocha Oliveira - preso em flagrante por estelionato e falsidade ideológica, juntamente com Wagner Bentes Elesbão – é ou não é assessor do parlamentar do PSDB?
Essa é a pergunta que não quer calar. E que o ilustre tucano insiste em desconhecer.

Má companhia

Na falta de um pronunciamento do deputado a respeito, prevalecerá a suspeita de que o parlamentar não prima pelo rigor ético no seu trabalho político, ainda que não se possa responsabilizá-lo pelas transgressões de terceiros, mesmo que estes lhe sejam (perigosamente) próximos.
A presença de um delinqüente na sua assessoria certamente não recomenda quem tem a perspectiva de chegar a conselheiro de Tribunal de Contas, como se diz ser o caso de Zeca Araújo.

O golpe

Jéferson Rocha Oliveira e Wagner Bentes Elesbão, segundo a polícia e de acordo com notícia de “O Liberal”, mantinham um fictício Instituto de Atendimento Popular, que nada mais seria que uma agência de empregos, anunciada nos classificados do “Diário do Pará” e cujo número de contato era 9613-9394.
Eles prometiam aos candidatos a emprego colocá-los no mercado de trabalho – nas áreas de administração, contabilidade e enfermagem – em até no máximo cinco dias, a partir do preenchimento de um cadastro e do pagamento de uma taxa de R$ 5,00.

A prisão

Sem endereço revelado, o tal Instituto de Atendimento Popular atendia a domicílio, a cada contato feito pelo celular de número 9613-9394, a pretexto de que o suposto funcionário estaria fazendo atendimento externo.
Presos em flagrante pela Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE) da Polícia Civil, Jéferson Rocha Oliveira e Wagner Bentes Elesbão estão sujeitos a penas que variam de um a cinco anos.

Cartão de visita

Na polícia, Jéferson Rocha Oliveira se identificou como assessor do deputado estadual Zeca Araújo e se disse também presidente de uma organização não-governamental chamada Associação Ecológica Planeta Sadio.
Na casa de Jéferson Rocha Oliveira, que vinha sendo investigado pela DIOE há cerca de dois meses, os policiais encontraram mais de 200 cadastrados de vítimas do golpe dos falsários.