quarta-feira, setembro 21, 2005

Manchetes dos jornais

Manchetes dos jornais desta quarta-feira, 21:

“O Liberal” (PA) – Dois taxistas e um bandido são mortos durante assalto. (www.oliberal.com.br)

“Diário do Pará” (PA) – Ritual pagão é pista para crime. (www.diariodopara.com.br)

“O Globo” (RJ) – Ladrões arrombaram 6 portas até chegar ao dinheiro na PF. (oglobo.globo.com/jornal/)

“Folha de S. Paulo” (SP) – Doleiro afirma que operou para o PT. (www1.folha.uol.folha.br.fsp/)

“O Estado de S. Paulo” (SP) – Doleiro diz que dinheiro de lavagem abasteceu PT. (www.estadao.com.br)

“Jornal do Brasil” (RJ) – Crise política derruba popularidade do governo Lula. (jbonline.terra.com.br)

“O Dia” (RJ) – PM do Leblon admite que tem medo de menores assaltantes. (odia.ig.com.br)

“Correio Brasiliense” (DF) – Fui. (www2.correioweb.com.br/cbonline/)

“Jornal de Brasília” (DF) – MPE acionará José Edmar por ameaçar invadir terras. (www.jornaldebrasília.com.br/)

1 Comments:

At 10:40 PM, Blogger paroara said...

De todas as matérias listadas, destaca-se aquela que diz respeito ao assassinato da adolescente de Icoaraci, que é parte do cordão de violências a que estamos acostumados quando lemos os jornais paraenses.
Então, antecipe-se uma conclusão:
quem se der ao trabalho de coligir as notícias de agressões e assassinatos publicados mensalmente na imprensa paraense terá o perfil exato da violência no Estado, e, pior, da absoluta ineficiência do sistema de segurança do governo Jatene.
Constatado isto, impõem-se às perguntas: quem lidera o sistema de segurança do Pará? O músico de cifra incerta e professor menor de Economia - dublê de governador -, dá que atenção à violência no Pará, que se extende desde o campo à capital numa rede de nós cementados pelo amálgama da omissão e da impunidade? Há verbas para garantir a ação ordinária dos policiais, e também investimento na qualificação profissional deles? Ou é tudo propaganda enganosa mesmo, como aquele helicóptero que voa do nada para lugar nenhum, enquanto se roubam de galinhas a bancos a luz do dia, assassinam-se taxistas e sucedâneas de Aida Cury?
A cronologia dos fatos respondem direta ou indiretamente a algumas das perguntas acima.
Por outro lado, de volta ao caso da mocinha assassinada, cabem algumas considerações sobre a conduta imprópria do Diário do Pará, ao publicar certo e-mail anônimo com a pretensão de nortear as investigações desse crime hediondo. A dita correspondência eletrônica pode ser considerada uma colagem barata de clichês de filmes e literatura policial. Pulp fiction como tanto para filmes B, quanto para Hitchcoks ao modo de Trama Macabra, portanto.
Aliás, ao citar Quentim Tarantino e o diretor de Frenesi e Psicose, convem salientar que o relato da lavagem do corpo, a busca por indícios de xampú nos cabelos, é descarada citação de um filme chamado Insônia, estrelado por Robert de Niro, cujo roteiro traz semelhanças razoáveis com o caso policial paraense.
De todo modo, penso que não se trata de caso fácil, visto que o assassino é um psicopata de altíssima periculosidade, talvez inaugurando carreira.
Além das características do crime - frieza e desprezo pelo sofrimento da vítima e de seus restos mortais - mas, inegavelmente, a decisão em fazer notória notícia de seu ato (liberar o cadáver da vítima em lugar público e à luz do dia, com a certeza de que seria visto por testemunhas)não são exemplos de burrice, mas da audácia própria de sociopatatas, confiantes em suas inteligências que a ciência classifica como privilegidadas.
Nesse sentido, não é destacartável que o tal "Anjo Vingador" do Diário do Pará seja o próprio, prolongando o prazer do ato cometido por meio da fabulação indisfarçada.
Se esta análise estiver correta, duas constatações se impõe:
a) significa dizer que podemos estar diante de um caso 0 de um assassino em série, e a polícia não pode desprezar essa hipótese;
b) a polícia científica paraense precisa de especialistas em informática, e já deveria ter apreendido todos os computadores do tal Cyber Café de Icoaraci, assim como a identidade de todos os seus frequentadores, para análise das comunicações alí realizadas.
c) os sacos de trigo são indícios importantes, e se prestam a rastreamento (quem compra e os vende são padarias, ou o próprio Yamada Plaza. Há número de produção ou código de barras, que permita rastrear a quem foi vendido?).
De qualquer modo, aos que estiverem a frente dessas investigações, assistir "Insônia" pode ser um bom começo para a elucidação do crime.

 

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