quinta-feira, setembro 08, 2005

MPF pede prisão de Maluf e do filho dele

Sob o título "MPF pede prisão de Maluf e do filho dele", o Globo Online (oglobo.globo.com/) revelou, nesta quinta-feira, 8, que o O procurador do Ministério Público Federal, Pedro Barbosa, endossou o pedido feito pela Polícia Federal (PF) e entregou nesta quinta-feira um processo em que também pede a prisão do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, e do filho dele, Flávio.
Em seguida, na íntegra, a matéria, assinada pelo jornalista Adauri Antunes Barbosa, de "O Globo":

"SÃO PAULO - O procurador do Ministério Público Federal, Pedro Barbosa, endossou o pedido feito pela Polícia Federal (PF) e entregou nesta quinta-feira um processo em que também pede a prisão do ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, e do filho dele, Flávio. O processo foi entregue à juíza da 2ª Vara Criminal Federal, Silvia Rocha. Ao contrário da PF, no entanto, Pedro Barbosa não pediu a prisão do ex-prefeito Celso Pitta, apadrinhado político de Maluf.
“Maluf é acusado pelo doleiro Vivaldo Alves, conhecido como Birigüi, de enviar recursos ilegalmente para o exterior. O ex-prefeito nega a acusação e diz que Birigüi tentou extorqui-lo antes de depor à PF. Em nota, Maluf diz que Birigüi foi "subornado pelo delegado Protógenes Queiroz, que lhe prometeu os benefícios da delação premiada se o depoente falasse contra Paulo Maluf".
“Entre os documentos liberados pela promotoria de Nova York, existe uma lista de depósitos de quase US$ 11 milhões, feitos na conta "Chanani", que segundo Birigüi era a principal conta operada por ele a mando de Flávio Maluf. Para o Ministério Público, esse dinheiro é propina paga a Maluf em 1998.
“Apesar de ter deixado a Prefeitura em 1996, o Ministério Público acredita que haveria um acordo para que Maluf continuasse a receber a propina da empreiteira Mendes Júnior até 1998. A Mendes Júnior afirma que nunca fez pagamento irregular a Maluf. Segundo a PF, dados apresentados por Birigüi, em seu livro-caixa, bateriam com números entregues em 2002 ao MP pelo ex-tesoureiro da Mendes Júnior. Maluf questiona as informações dadas pelo doleiro.
“- Os depósitos coincidiram com a emissão desses cheques ou a 'coincidência' foi feita depois, no depoimento do doleiro, para que valores citados nos depoimentos coincidissem com depósitos na conta do próprio doleiro, que já eram públicos - diz a nota.
“O ex-prefeito Celso Pitta negou que esteja atrapalhando a investigação. Ele disse que, em julho do ano passado, o MP desmembrou o processo que envolvia o nome dele com o de Maluf, separando seu caso dos demais e que por isso não poderia interferir. Pitta negou conhecer Birigüi e declarou não ver razão para o pedido de prisão.”