sexta-feira, setembro 09, 2005

O drama remista

Em sua coluna desta sexta-feira, 9, em "O Liberal" (www.oliberal.com.br), o jornalista Carlos Ferreira se debruça novamente sobre o imbróglio envolvendo o Clube do Remo e a Justiça do Trabalho, depois que o presidente azulino, engenheiro Rpahael Levy, 64, desrespeitou um acordo celebrado com o Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região (TRT-8a Região). Com a autoridade de quem é, reconhecidamente, um dos profissionais de competência e experiência comprovadas da crônica esportiva paraense, Carlos Ferreira aborda a alternativa jurídica para o drama do Leão Azul, que submergiu em uma crise - financeira e de credibilidade - sem precedentes na história do centenário Remo, na esteira do rebaixamento do clube para a Terceira Divisão, ocorrido na gestão do ex-presidente Ubirajara Salgado e pelo qual se responsabilizou, publicamente, o ex-vice-presidente Ronaldo Passarinho.
Em seguida, os comentários de Carlos Ferreira:

“Uma saída jurídica para o Leão

“Por não ter destinado à Justiça do Trabalho os 30% de sua cota na renda do jogo contra o São José-AP (R$ 40 mil), descumprindo o acordo firmado no início do ano, o Remo já teve a primeira resposta, com o confisco de toda a renda do jogo seguinte, contra o São Raimundo-RR. O clube ficou mais vulnerável, pelo descrédito diante da Justiça Trabalhista, podendo sofrer mais bloqueios de renda nos próximos jogos.
“Advogados do Remo já trabalham por uma saída jurídica. O clube pretende disponibilizar um imóvel como garantia na negociação de novo acordo. Será feita uma proposta ao corregedor do TRT/8ª Região, José Maria Quadros Alencar, para ampliação do bloqueio a todas as receitas do clube, porém num limite menor, de 15 a 20%, além da concentração de todas as questões em um juiz substituto, que transite em todas as Varas. O Remo quer o que já foi concedido aos clubes de futebol no Rio de Janeiro. Quer ainda o desbloqueio das contas, para que o clube possa retomar suas transações bancárias. Essa medida beneficiaria o Remo com a liberação de R$ 60 mil, de mensalidades de associados, que estão retidos.
“A disponibilização de um imóvel como garantia faz a esperança de êxito do Remo na proposta de novo acordo. Mas, fundamentalmente, precisa haver disposição em cumprir compromissos e resgatar a credibilidade. Paralelo a esse

“Público: Remo com 3ª média

“Ao atualizar os dados do Campeonato Brasileiro, a CBF confirmou a média de público do Remo como a 3ª maior entre os 107 clubes das três divisões. O Leão Azul, com 21.469 pagantes por jogo, só é superado por Corinthians e Fortaleza. Se obtiver bom resultado em Tocantinópolis, o Remo terá grandes possibilidades de saltar para o 1º lugar geral em média de público no jogo de volta, dia 18.
“Com 64.406 pagantes em três jogos, o Remo tem um terço de todo o público da Série C. Para comparação, vale observar que o São Caetano, em 12 jogos como mandante pela Série A, tem um total de 29.120 pagantes, menos da metade de todo o público do Leão Azul.
“Além de dar o 1º lugar ao seu clube, a torcida remista fez do Abaeté o 2º colocado em público na Série C, com 18.457 pagantes. Média de 6.152. O 3º é o ABC-RN, com 16.648 pagantes. Média de 5.549 por jogo. O São Raimundo de Santarém é o 14º, com 4.621. Média de 1.540.
“Em renda o Remo é 1º, com R$ 513.052,00. Média de 171.017,33. O Londrina-PR é 2º, com R$ 174.450,00. O Abaeté é o 4º, com R$ 135.897,00.”