quinta-feira, setembro 15, 2005

O substituto

Da edição desta quinta-feira, 15, da "Folha de S. Paulo" (acesso restrito a assinantes do jornal e/ou do UOL, no endereço eletrônico www1.folha.uol.folha.br.fsp/), ao traçar o perfil do substituto do deputado federal Roberto Jefferson (PTB/RJ):

Fernando Gonçalves foi condenado por irregularidade em hospital

Suplente de Jefferson foi acusado de fraude

SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO

Caso a Câmara decida pela cassação de Roberto Jefferson (PTB-RJ), receberá como deputado outro petebista com problemas na Justiça. O suplente de Jefferson é o médico Fernando Gonçalves, que foi processado sob a acusação de ter fraudado o SUS (Sistema Único de Saúde) quando atuava no Hospital Escola São José, em Mesquita (município na região metropolitana do Estado do Rio).
A Justiça Federal em São João de Meriti (cidade vizinha a Mesquita) chegou a condená-lo em agosto de 2004 a um ano e oito meses de prisão, pena revertida para a prestação de serviços comunitários e multa. Só que o crime já havia prescrito, a sentença perdeu o valor e a ação foi arquivada.
A assessoria de Gonçalves informou que ele nem chegou a apresentar recurso contra a sentença, mas negou também que ele tenha cometido o crime pelo qual foi processado.Caso assuma na Câmara a vaga de Roberto Jefferson, de quem é amigo, Fernando Antônio Folgado Gonçalves, 49, irá para seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Em 2002, ele não conseguiu se reeleger; Jefferson foi o único eleito pelo PTB no Rio.
No ano passado, Gonçalves concorreu pelo PTB, ao qual é filiado desde 1989, à Prefeitura de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), cidade em que nasceu e onde tem seu reduto eleitoral.
Ele foi derrotado no primeiro turno pelos candidatos Lindbergh Faria (PT) e Mário Marques (PMDB). Votaram nele 44.800 eleitores, o equivalente a 11,9% dos votos válidos do município.
No segundo turno, Gonçalves apoiou o petista, que acabou eleito. Ele fez campanha e foi para as ruas acompanhado de Lindbergh, mas lideranças municipais do PTB não aceitaram aderir ao PT e fizeram campanha para Marques.
Gonçalves esteve ontem em Brasília acompanhando de perto a sessão da Câmara que poderia decidir pela cassação de Jefferson. Até o fechamento desta edição, ele não havia falado à Folha sobre planos para o possível mandato.
Gonçalves exerceu um mandato de deputado estadual, de 1991 a 1994, quando se elegeu para a Câmara dos Deputados.
Ele foi reeleito em 1998. Na eleição de 2002, não se reelegeu, apesar de ter obtido 39.456 votos. Sua condição de suplente permitiu que exercesse o mandato de deputado de 3 de fevereiro de 2003 a 23 de janeiro de 2004.