quinta-feira, setembro 01, 2005

PAYSANDU/Contabilidade nebulosa

Silente sobre as denúncias feitas pelo advogado João Roberto Cavalleiro de Macedo, que renunciou ao cargo de conselheiro e ao título de benemérito que lhe foi concedido, ao cobrar transparência na administração das finanças do clube, o presidente do Paysandu, José Arthur Guedes Tourinho, que é também deputado estadual pelo PMDB, não consegue oferecer uma explicação convincente para a crise financeira do Papão, quando confrontado com as estimativas de receita nos últimos quatro meses.
Conforme revela o jornalista Carlos Ferreira, em sua coluna desta quinta-feira, 1º de setembro, em "O Liberal" (www.oliberal.com.br), apesar da vexatória campanha do clube no Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão deste ano, considerando-se a renda de bilheteria, as cotas da televisão repassadas pelo Clube dos Treze e a receita de patrocínio, estima-se que o Paysandu tenha arrecadado, no últimos quatro meses, mais de R$ 2 milhões. Trata-se de uma receita invejável para os padrões do futebol paraense.
Aliás, segundo ainda Carlos Ferreira, apesar dos seguidos vexames em campo, o Paysandu faz bonito nas bilheterias e arquibancadas. O clube bicolor tem a 4a maior renda bruta (R$ 1.748.592,00), a 7a maior média de renda (R$ 145.716,00), 8o maior público pagante (154.237) e a 12a maior média de pagantes (12.853).