quinta-feira, setembro 15, 2005

Repulsa ao grevismo

A repulsa ao grevismo acabou exoplodindo de vez na Universidade do Estado do Pará (UEPA), cujos alunos de medicina foram às ruas, nesta última quarta-feira, 14, tumultuando o trânsito, para chamar a atenção das autoridades e da própria sociedade para o drama a que estão expostos, eles e suas famílias. O protesto, conforme deixaram claram os estudantes, não embute qualquer endosso à política salarial do governo, mas uma advertência contra a banalização das paralisações, cujos ônus mais significativos acabam recaindo sobre alunos.
Em seguida, a matéria publicada na edição desta quinta-feira, 15, de "O Liberal" (www.oliberal.com.br) sobre o protesto dos alunos de medicina da UEPA:

Alunos da Uepa pedem o fim da greve

Estudantes de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa) paralisaram por uma hora e meia o trânsito da avenida Almirante Barroso, no início da noite de ontem, em protesto pela greve dos professores da instituição, que já dura quase duas semanas. O protesto começou às 18h30, com o fechamento da pista em frente ao Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), no sentido Entroncamento, e causou ainda mais confusão no trânsito do local. Os ônibus e carros de passeio foram obrigados a se deslocar para a avenida João Paulo II acessada pela travessa Perebebuí. O caos se refletiu nas outras pistas da avenida e nas ruas adjacentes. De acordo com as lideranças estudantis, o formato radical do protesto foi o jeito encontrado para chamar a atenção do governo e da sociedade para a gravidade da interrupção nas aulas.
Em coro de “queremos aula”, os cerca de 100 estudantes aglomerados na pista disseram-se a favor das reivindicações dos professores e servidores em relação ao reajuste salarial e benefícios, porém, consideram que a paralisação das aulas ocorreu sem que fossem esgotadas todas as tentativas de negociação. “Nós entendemos a situação dos professores, achamos justas as reivindicações e queremos ajudar a sensibilizar o governador Simão Jatene para atendê-las, mas não podemos ficar sem aulas. Mesmo quando se fala em reposição, nós sabemos que o conteúdo programático nunca é reposto na totalidade e isso prejudica a nossa formação”, disse o estudante Willie Kléber Teles, do segundo ano de Medicina.