segunda-feira, outubro 03, 2005

As suspeitas de impunidade

De acordo com notícia publicada na edição desta segunda-feira, 3, do "Jornal do Brasil" (jbonline.terra.com.br), o novo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP) está preocupado em deixar clara sua isenção no processo de cassação dos mensaleiros.
Em seguida, a íntegra da matéria do JB:

Aldo quer provar que está disposto a punir mensalistas

Presidente da Câmara se encontra com Ricardo Izar para falar de cassações

SÃO PAULO - Os movimentos do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), definem esta semana o destino dos deputados que estão à beira da cassação - ou até mesmo da absolvição - por envolvimento com o mensalão. São 16 parlamentares denunciados pelas CPIs dos Correios e do Mensalão.
Pressionado, de um lado pelos partidos - como o PP, PL e PT, legendas de muitos dos denunciados -, e de outro, pela oposição, Aldo se encontra com o deputado federal Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho de Ética, para ao menos posar para fotos e mostrar sua ''preocupação'' em evitar que a massa da pizza não cresça além do ponto. Paralelamente, o novo presidente da Câmara pretende conversar com presidentes e relatores das CPIs dos Correios e do Mensalão, que estão praticamente paradas.
Aldo está determinado a acabar com os rumores de que sua eleição poderia levar as investigações a terminarem em pizza. Apesar de ter sido testemunha de defesa de José Dirceu (PT-SP) no Conselho de Ética, Rebelo não pretende se declarar impedido de conduzir uma possível votação de relatório favorável à cassação do ex-ministro da Casa Civil.
- Uma pessoa que tem equilíbrio e isenção pode conduzir bem um julgamento desse tipo - afirmou.
Na condução dos processos de cassação, o recém-eleito presidente da Câmara prometeu ''isenção, rigor, equilíbrio e critério de Justiça'' para punir os culpados. Também reafirmou a intenção de garantir o direito de defesa dos parlamentares com o mandato em risco.
No documento preparado pelas comissões, os relatores das CPIs - Osmar Serraglio (PMDB-PR) dos Correios e Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG) do Mensalão - declaram que há elementos suficientes e graves que indicam a quebra de decoro parlamentar e, portanto, passível de perda do mandato dos deputados. Dois deles, entretanto, estão imunes: Carlos Rodrigues (PL-RJ) renunciou e Roberto Jefferson (PTB-RJ) já teve o mandato cassado.
- Vamos conversar tanto sobre o trabalho do Conselho quanto sobre a relação com a Corregedoria, que é outro órgão da Câmara que trata do assunto - afirmou Rebelo.
Izar adiantou que pedirá a Aldo o envio imediato dos processos contra os parlamentares envolvidos em acusações de recebimento de dinheiro ilícito. Por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), os 16 deputados tiveram de ser ouvidos pela Corregedoria da Câmara antes que a presidência da Casa enviasse os processos ao Conselho. Amanhã, será a vez de os deputados José Janene (PP-PR) e José Borba (PMDB-PR) prestarem depoimento.
Há duas semanas, no entanto, a Corregedoria e o Conselho de Ética deram início a um um jogo de empurra porque nenhum dos dois quer a responsabilidade de culpar ou inocentar os parlamentares contra os quais não há provas suficientes de quebra de decoro.
Com o ritmo completamente desacelerado, a CPI dos Correios, por sua vez, há duas semanas não consegue reunir o número mínimo de integrantes para votar os mais de mil requerimentos apresentados. Para quarta-feira, está prometido o depoimento do operador do mercado financeiro Dario Messer, acusado por Antonio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, de ser o doleiro oficial do PT. A sessão terá início às 10h.

1 Comments:

At 3:08 PM, Blogger Roberto Iza Valdes said...

Este comentário foi removido pelo autor.

 

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