segunda-feira, outubro 24, 2005

Bravatas

Por costumar evitar juízos temerários, não vou levar em consideração as ameaças atribuídas a Orly Bezerra. Prefiro creditá-las ao terrorismo dos áulicos. Mas se por hipótese fossem verdadeiras, teria a dizer, apenas, que preferia tomá-las como espasmos de truculência de alguém que se deslumbra ou fica atormentado de acordo com o que lhe é posto na cabeça.
Devo antecipar que, nessa altura da vida, nem a morte temo. Por isso farei minhas as palavras que o folclore do jornalismo paraense atribui ao jornalista Paulo Maranhão, dono da “Folha do Norte”, que na sua época foi o maior jornal do Pará, do Norte e do Nordeste, além de ser também, proporcionalmente, um dos jornais de maior tiragem do Brasil, segundo o já falecido Cláudio Abramo, um dos jornalistas que revolucionou (gráfica e editorialmente) a imprensa brasileira.
Ameaçado de morte por um desafeto, segundo reza a lenda o jornalista Paulo Maranhão teria disparado: “Sei que um dia vou morrer, por isso pouco se me dá se de morte morrida, tiro, facada ou chifrada.”