quinta-feira, novembro 03, 2005

O pretexto para a baixaria

Na nota publicada, na qual não sou expressamente nominado, mas sou claramente identificado a partir do fato referenciado e da alusão ao meu sobrenome, Hamilton Ribamar tenta desqualificar-me. “Enquanto isso, aquele maledicente que tem sobrenome de inseto e adora atirar lama na honra alheia agora tenta atingir homens dignos por vias oblíquas, como 'pau-mandado'. É por isso que anda mendigando. Mas Aloísio (Lula) Chaves, tal qual o saudoso pai, é árvore que dá fruto e está num pedestal tão elevado que a indignidade não o alcança” (sic), diz a nota, publicada na edição de 26 de outubro do “Amazônia Hoje”.
A nota é digna do jornalismo bajulativo, tão a gosto dos arrivistas. Seu baixo nível é tanto e tamanho, que ao pretender fazer escárnio com o meu sobrenome, termina por ser deselegante com dona Déa Maiorana, presidente das ORM e sobrinha do ex-governador Magalhães Barata, com o qual, aliás, não tenho nenhum parentesco.
As sandices disparadas contra mim podem ter sido provocadas pelo relato, na denúncia sobre nepotismo no TCM, do episódio no qual Hamilton Ribamar, então delegado de polícia, foi defenestrado do serviço público em conseqüência da morte de um detento, pela qual acabou condenado em primeira instância, sob a acusação de lesões corporais graves seguidas de morte.
Ao relatar o episódio, o fiz para ilustrar o perfil autoritário de Lula Chaves, mesmo quando pretende ser solidário e que manifesta-se na vida pública do conselheiro-presidente do TCM. Naquela altura, contam seus contemporâneos de advocacia, Lula abrigou Hamilton Ribamar em seu escritório. A cada audiência para a qual Hamilton Ribamar era convocado pela Justiça, por causa do crime que cometera, Lula Chaves mobilizava todos os advogados que com ele trabalhavam para acompanhar, em solidariedade compulsória, o colega de escritório, conforme o relato oferecido por um ex-estagiário do atual presidente do TCM.
Nada tenho de pessoal contra Lula Chaves, a quem conheço apenas de vista. O que moveu-me, na denúncia feita, foi o apreço à ética e o respeito ao dinheiro do contribuinte, além, é claro, da satisfação de fazer um jornalismo sem peias ou amarras.
É compreensível que esse tipo de inspiração soe absurda para todos aqueles que são intelectualmente xucros, assim como para os arrivistas de plantão.

2 Comments:

At 10:12 AM, Blogger 23x8 said...

O fruto da árvore de Lula Chaves é abiu.Porque ele não vem a público desmentir?Todo o TCM comenta a imundície do Tribunal.
Miséria,vergonha,decadencia.
Nenhuma palavra na grande imprensa.
Só o traque malcheiroso do assassino.

 
At 10:00 AM, Blogger carafus said...

E não é só isso: o "Rei Sol" do TCM implantou um procedimento de coleta de dados, em que os municípios não mandam mais papéis para o Tribunal. Agora, as equipes irão "in loco" para o interior, aumentando os casos de extorsão, em que o "Auditor" Luiz Fernando da Costa (será parente do Fernandinho Beiramar?) é especialista. Comentam até que o referido servidor (de quem?) teria o "Rei Sol" nas mãos, sendo por esta razão intocável, apesar do escândalo do CEFET, no qual ele está comprovadamente envolvido.

 

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