sexta-feira, dezembro 09, 2005

Ação do MPF tenta impedir terceirização do Hospital Metropolitano

Uma ação civil pública, ajuizada na Justiça Federal pelo Ministério Público Federal, poderá frustrar os planos do ilibado governo Simão Jatene (PDSB) para o Hospital Metropolitano, cuja administração a tucanagem paraense pretende terceirizar, entregando-a à Acepa (Associação Cultural e Educacional do Pará). A Acepa é uma organização social privada, sem fins lucrativos, que também é mantenedora de uma universidade particular, o Cesupa (Centro Universitário do Pará).
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal nesta sexta-feira, 9, na Justiça Federal, para impedir que o governo do Pará terceirize a administração do Hospital Metropolitano, segundo informação da Assessoria de Imprensa do próprio MPF. Construído com verbas públicas, o hospital, cujas obras se encontram em sua fase final e que tem sua inauguração prevista para janeiro de 2006, é considerado um dos mais modernos do do Pará.
Só em recursos federais, o Hospital Metropolitano consumiu mais de R$ 9 milhões e agora pode ser inteiramente administrado por uma entidade privada. A Secretaria Executiva de Saúde (Sespa) cedeu a gestão do hospital à Acepa.

1 Comments:

At 9:12 PM, Blogger paroara said...

Não tem erro. Esse é o modelão tucano de saia justa para a administração pública. Alguns os acusam de promotores do estado mínimo (aquele que se desonera progressivamente de prover os direitos sociais do cidadão), cujos ícones foram Ronald Reagan e Margareth Tatcher.
A tucanagem aplica na íntegra a receita dessas figuras de sebo do Museu de Mme. Trusseau (torraram em leilões a preço de banana boa parte do patrimônio público brasileiro) para a alegria do empresariado, principalmente os da praça internacional e alguns apaniguados locais).
Porém, a petezada travessa oportunizou more or less a receita, com a adoção e incorporação da política econômica de Fernando Henrique (superávites progressivos, juros escorchantes e orçamento concretado, incapaz de acompanhar as necessidades do país), mandando toda a dinheirama que arrecadam para a praça bancária internacional, em pagamento por uma dívida não auditada, e paga pelo ao menos 10 vezes. Essa é a razão da pindaíba vívida pelo país. O resto vai na corrupção, no desperdício e na impunidade.
Assim, o que Jatene tenta fazer é o mesmo que tentou realizar no Hospital das Clínicas. Farra grossa com o dinheiro da viúva: o erário constroi o hospital, equipa os serviços que nele funcionam, paga a conta dos pacientes atendidos (SUS) e a tal empresa terceirizadora assalaria a preço baixo o exército de reserva da saúde e ainda entrega de bandeja parte dos leitos para os convênios privados.
Receita boa? Mais que ótima, pq tudo vem embrulhado com facilidades tributárias aos contemplados com o beneplácito governamental.
Ou seja, no Brasil neoliberal, público e privado são depravados exibicionistas e o povo voyer dessa falta de siso!
Que o MPF dê fim a esse achincalhe das instituições, o qual muito bem poderia ser complementado por uma devassa retrospectiva no processo de privatização brasileira.

 

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