Ação do MPF tenta impedir terceirização do Hospital Metropolitano
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal nesta sexta-feira, 9, na Justiça Federal, para impedir que o governo do Pará terceirize a administração do Hospital Metropolitano, segundo informação da Assessoria de Imprensa do próprio MPF. Construído com verbas públicas, o hospital, cujas obras se encontram em sua fase final e que tem sua inauguração prevista para janeiro de 2006, é considerado um dos mais modernos do do Pará.
Só em recursos federais, o Hospital Metropolitano consumiu mais de R$ 9 milhões e agora pode ser inteiramente administrado por uma entidade privada. A Secretaria Executiva de Saúde (Sespa) cedeu a gestão do hospital à Acepa.

1 Comments:
Não tem erro. Esse é o modelão tucano de saia justa para a administração pública. Alguns os acusam de promotores do estado mínimo (aquele que se desonera progressivamente de prover os direitos sociais do cidadão), cujos ícones foram Ronald Reagan e Margareth Tatcher.
A tucanagem aplica na íntegra a receita dessas figuras de sebo do Museu de Mme. Trusseau (torraram em leilões a preço de banana boa parte do patrimônio público brasileiro) para a alegria do empresariado, principalmente os da praça internacional e alguns apaniguados locais).
Porém, a petezada travessa oportunizou more or less a receita, com a adoção e incorporação da política econômica de Fernando Henrique (superávites progressivos, juros escorchantes e orçamento concretado, incapaz de acompanhar as necessidades do país), mandando toda a dinheirama que arrecadam para a praça bancária internacional, em pagamento por uma dívida não auditada, e paga pelo ao menos 10 vezes. Essa é a razão da pindaíba vívida pelo país. O resto vai na corrupção, no desperdício e na impunidade.
Assim, o que Jatene tenta fazer é o mesmo que tentou realizar no Hospital das Clínicas. Farra grossa com o dinheiro da viúva: o erário constroi o hospital, equipa os serviços que nele funcionam, paga a conta dos pacientes atendidos (SUS) e a tal empresa terceirizadora assalaria a preço baixo o exército de reserva da saúde e ainda entrega de bandeja parte dos leitos para os convênios privados.
Receita boa? Mais que ótima, pq tudo vem embrulhado com facilidades tributárias aos contemplados com o beneplácito governamental.
Ou seja, no Brasil neoliberal, público e privado são depravados exibicionistas e o povo voyer dessa falta de siso!
Que o MPF dê fim a esse achincalhe das instituições, o qual muito bem poderia ser complementado por uma devassa retrospectiva no processo de privatização brasileira.
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