quarta-feira, dezembro 07, 2005

Escala de prioridades

Como trabalho solitariamente, sem dispor de uma infra-estrutura mais adequada, sou compelido a priorizar determinadas pautas, sempre na perspectiva da atualidade delas. E essa atualidade aponta, naturalmente, para os atuais inquilinos do poder. Até porque não há vilania em se tirar a limpo os atos de uma autoridade pública. Trata-se de um direito da sociedade.
Quem há quase 11 anos detém a chave do cofre do Estado são os tucanos. É a eles que cabe responder pelos índices sociais pífios registrados ao cabo deste período; pelas práticas que contraditam as promessas de palanques; pelas notórias contradições entre o discurso de oposição e a prática de governo; pela ética de resultados, segundo a qual os fins justificam os meios (esquecendo-se convenientemente que os meios acabam por definir os fins); pela intolerância que marginaliza quem ouse se opor ao faz-de-conta da publicidade oficial, paga (e regiamente paga, diga-se) com o dinheiro do contribuinte.