quarta-feira, dezembro 07, 2005

Reparo básico

O primeiro e preliminar reparo a fazer é quanto ao fato do internauta confundir-me com Ronaldo Barata, o que pode ser tomado como um ato falho, capaz de sugerir a inspiração dos questionamentos feitos, ou como pura e simples deselegância, própria daqueles que carregam consigo vícios de origem, que emergem involuntariamente.
A propósito, cabe salientar que, além do sobrenome, eu e Ronaldo temos em comum apenas a gagueira e um remoto parentesco entre nossos pais, a despeito do qual as respectivas famílias sempre se mantiveram distantes uma da outra.
Vim a ter um contato mais estreito com Ronaldo Barata entre 2000 e 2001, período durante o qual prestei-lhe assessoria de imprensa. Na ocasião, fui indicado a Ronaldo pelo engenheiro Hildegardo Nunes, então vice-governador e a quem assessorei de agosto de 1998 a setembro de 1999, quando pedi demissão por questões de foro íntimo. A decisão de apartar-me profissionalmente de Hildegardo em nada comprometeu a admiração e o respeito dos quais ele é destinatário da minha parte, por sua decência e lealdade como assessorado.
De resto, eu e Ronaldo temos divergências abissais, que nos separam irremediavelmente, além de escalas de valores distintas, que decorrem da formação de cada um e nos tornam tão antagônicos como a água do vinho, a luz da sombra e o sol da chuva.